A Capacidade de Proteção de Cobrimento de Concretos com Elevados Teores de Escória de Alto-forno: avaliação da Corrosão das Armaduras

Nome: Sandra Gonçalves Moraes
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/07/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maristela Gomes da Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fernando Avancini Tristão Examinador Interno
Marcelo Camargo Severo de Macêdo Examinador Interno
Maristela Gomes da Silva Orientador
Oswaldo Cascudo Matos Examinador Externo

Resumo: A qualidade e a espessura do concreto de cobrimento são muito importantes para minimizar o
maior problema de durabilidade das estruturas de concreto armado enfrentado pela
comunidade técnico-científica e pela prática das construções: a corrosão das armaduras. O
concreto bem dosado com escória de alto-forno pode proporcionar, além de alta resistência
mecânica, também alta durabilidade. Assim, o objetivo desta pesquisa é avaliar a capacidade
de proteção de cobrimentos de concretos com altos teores de escória de alto-forno em
diferentes classes de resistência, particularmente no que tange à corrosão das armaduras. São
estudadas três classes de resistência (C20, C30 e C40), sendo utilizados, para cada classe, 3
tipos de materiais cimentícios: (i) o cimento Portland composto com escória CP II-E-32 (com
30% de escória de alto-forno), (ii) o cimento Portland de alto-forno CP III-32-RS (com 66%
de escória de alto-forno) e (iii) o material cimentício constituído por 50% de cimento Portland
de alto-forno CP III-32-RS e 50% de escória granulada de alto-forno moída (totalizando 83%
de escória de alto-forno no aglomerante), representando a possibilidade de adição de escória
de alto-forno na betoneira. São analisadas as características dos materiais constituintes e as
propriedades resultantes nos concretos. Tais concretos são submetidos a ciclos acelerados
com ataque de cloretos (câmara de névoa salina) e de dióxido de carbono (câmara de
carbonatação), secos à estufa com temperatura de 50°C. Então, são tomadas as medidas de
resistividade elétrica aparente do concreto (ρ) e potencial de corrosão (Ecorr). Também são
realizadas as medidas de profundidade de carbonatação e de penetração de cloretos, a cada
ciclo, para, em seguida, relacioná-las com as medidas de resistividade elétrica aparente do
concreto (ρ) e potencial de corrosão (Ecorr). Ao final dos ciclos acelerados, estes resultados são
comparados com os das medidas de profundidade de carbonatação e de penetração de
cloretos. Os resultados sugerem que o teor de 83% de escória de alto-forno utilizado neste
estudo é efetivo na proteção contra a corrosão das armaduras para os concretos de cobrimento
de 30 mm com classe de resistência não inferior a 30 MPa e com relação água/material
cimentício não superior a 0,5. Os resultados sugerem também que, com a utilização da escória
de alto-forno em teores de escória variando de 66% a 83%, classe de resistência não inferior a
30 MPa e relação água/material cimentício inferior a 0,50, é possível contribuir para a
obtenção de concreto durável em ambiente de agressividade ambiental classificada como do
tipo III pela NBR 6118/2003.
Palavras-chave: escória de alto-forno•corrosão•resistividade•potencial de corrosão•corrente
de corrosão.

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