Influência da Resistência à Compressão
na Carbonatação de Concretos Com
diferentes Teores de Escória de Altoforno

Nome: Kátia Maria Brunoro Grilo Bourguignon
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/12/2004
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maristela Gomes da Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Examinador Interno
Fernando Lordêllo dos Santos Souza Coorientador
Maristela Gomes da Silva Orientador
Oswaldo Cascudo Matos Examinador Externo

Resumo: A carbonatação do concreto é um dos mecanismos responsáveis pela menor durabilidade do concreto, sendo tanto maior quanto menor for a resistência do concreto. Entretanto, apesar de não causar danos
aparentes ao concreto não armado, estabelece algumas condições necessárias para a corrosão das armaduras do concreto armado.
Neste trabalho, pesquisou-se a influência das classes de resistência à compressão na carbonatação natural e acelerada do concreto produzido com diferentes teores de escória de alto-forno, da ordem
de 30%, 66%, 83%, em massa do cimento, para a resistência à compressão aos 28 dias, variando de 20 MPa a 40 MPa.
Dessa forma, foram dosados concretos, cujos traços foram obtidos a partir de diagramas de dosagem, atendendo as resistências propostas, empregando-se como aglomerantes o cimento CP II E32,
cimento CP III-32RS e a proporção de 50% de cimento CP III-32-RS mais 50% de escória granulada de alto-forno moída, em massa; como agregado miúdo uma areia média e como agregado graúdo a
pedra britada Nº 0 e Nº 1, classificados de acordo com a NBR 7211/1983. As propriedades analisadas, massa específica, absorção, índice de vazios, resistência à compressão axial, profundidade de carbonatação natural e acelerada, tiveram seus resultados analisados
estatisticamente e uma correlação entre o aumento da resistência característica do concreto e a diminuição da profundidade de carbonatação foi estabelecida. Foram também obtidos os coeficientes de carbonatação, naturais e acelerados, e estimado o tempo necessário para que a frente de carbonatação atinja a armadura, considerando-se os cobrimentos estabelecidos na NBR 6118/2003, para a classe de agressividade da região da Grande Vitória, no estado do Espírito Santo. Com base nos resultados experimentais, para uma mesma classe de resistência, ficou comprovada a dependência do mecanismo da carbonatação da relação água/materiais cimentícios e a maior carbonatação das misturas com o cimento CP III-32-RS, com e sem a substituição de escória granulada de alto-forno moída, quando comparadas às profundidades de carbonatação de concretos
confeccionados com o cimento CP II E-32.

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